Passeio turístico inclusivo a pé. Desafios e oportunidades de um passeio guiado.

Man climbs CN Tower steps in wheelchair

Escrito por Ricardo Shimosakai

6 de abril de 2022

Passeio turístico inclusivo a pé. Há diferentes maneiras de fazer um passeio turístico para conhecer os atrativos de um destino. O mais simples e barato deles, é aquele que você visita os locais a pé, preferencialmente conduzido por um Guia de Turismo, pois eles conhecem bem o trajeto, além de conhecerem a história e curiosidades em todo o roteiro.

Já deixo no começo a minha crítica, pois os Guias de Turismo precisam passar por um curso, para aprender a trabalhar com esse tipo de serviço, e conquistar sua credencial e ficarem legalizados. Mas infelizmente, nenhum curso do Brasil, ensina como atender adequadamente as pessoas com deficiência e outras diversidades. Eu não culpo exatamente os próprios Guias de Turismo, mas o Governo em colocar uma regulamentação sobre isso, e as escolas em incorporarem isso como parte do curso, pois não é necessariamente ter uma legislação para ter esse tipo de iniciativa.

Os raros guias que sabem fazer um guiamento inclusivo, foram se capacitar por conta própria, ou com a ajuda de pessoas e instituições que não cuidam especificamente na formação de Guias de Turismo. Eu já dei alguns treinamentos particulares, por exemplo para uma iniciativa de capacitação desses profissionais feita pela SPTuris, e num projeto na cidade de Bonito/MS onde visitei diversos atrativos acompanhado pelos guias locais. Um de meus projetos é criar um workshop itinerante, voltado para o atendimento inclusivo, passando pelas cidades brasileiras, e também um curso online sobre o mesmo assunto. Se você tiver interesse em participar, deixe seu comentário abaixo.

Agora, pensando no passeio turístico em si, um dos principais dificultadores para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida é o próprio caminho, pelas calçadas, ruas e travessias. A acessibilidade nesses locais citados, tem um grande impacto, pois não é somente uma rota turística, mas também o caminho de pedestres que passam diariamente para ir à escola, trabalho ou mesmo realizar tarefas do cotidiano, como ir ao supermercado e farmácia.

As calçadas geralmente não possuem uma uniformidade, pois moradores e o comércio acabam tomando conta desse espaço, e realizando intervenções, como colocar pedras, ladrilhos, gramas, e inúmeras outras opções decorativas que na grande parte das vezes, acabam interferindo na acessibilidade. Isso sem contar nas calçadas que podem ser consideradas boas, mas que sofrem com a ação do tempo, criando buracos pela falta de conservação ou sendo destruídas pelas raízes de árvores plantadas inadequadamente.

Por isso, assim como já pratico no meu cotidiano, nesse passeio eu fiz a maioria do trajeto caminhando pela rua. É claro que isso não é o correto, mas será que é correto deixar as calçadas inacessíveis? Então é praticamente uma questão de sobrevivência, pois as ruas geralmente são melhores para caminhar, pois não tem tantas intervenções, é mais uniforme. Tenho o cuidado de fazer isso em ruas mais tranquilas, onde há espaço para os carros passarem junto comigo, e como o passeio foi feito num domingo, havia menos carros circulando e as ruas por onde passamos tinha pouco fluxo.

Outro ponto dificultador além das irregularidades do piso, é a questão do rebaixamento de guias, pois nem todas as calçadas têm uma rampa de acesso, e esse é mais um motivo da minha escolha por circular pela rua. O relevo dos lugares, com suas subidas e descidas também podem deixar o trajeto difícil. É claro que não é possível tirar a inclinação da rua, mas é possível escolher um trajeto mais suave, quem sabe um pouco mais longo, mas possível de circular sem depender de terceiros. Pode existir a possibilidade de alguém ajudar empurrando a cadeira de rodas, mas geralmente os usuários preferem se sentir independentes e capazes de fazer tudo sozinhos.

Pegando o gancho dessa situação, nesse passeio no roteiro da Vila Madalena do São Paulo Free Walking Tour, nos deparamos com uma entrada com obstáculos em um dos atrativos. Então com a ajuda da segunda guia do passeio, pois eram duas, fomos para outra entrada, que no trajeto desse roteiro seria a saída, pois ela tinha passagem livre. Então a acessibilidade nos atrativos é o outro ponto muito importante de um passeio turístico inclusivo.

O passeio teve uma duração aproximada de 3 horas e meia, do começo ao final. Estava um sol forte, então uma parada era necessária, e já estava programada, para se hidratar e ir ao banheiro. Os guias indicam a ZIV Gallery para utilizar o banheiro, pois eles já estão cientes que os participantes do passeio, estão liberados para o uso. Perguntei para a guia se havia um banheiro acessível no local, mas ela não soube dizer, então perguntamos para a funcionária da galeria, mas ela achou que o banheiro não era acessível. Como infelizmente já estou acostumado com a confusão das pessoa, pedi para ver o banheiro pessoalmente, e quando chegamos, ele era bem acessível, inclusive com barras de apoio e outros recursos de acessibilidade.

É preciso conhecer a acessibilidade, seja no roteiro que você guia, ou no estabelecimento que você trabalha, e como deu pra perceber, esse tipo de informação acaba sendo negligenciada. Caso o local não tivesse um banheiro acessível, eu iria ver outro local, ali perto, ou mesmo no cominho, em algum estabelecimento como restaurante ou hotel, pois geralmente eles entendem a nossa necessidade e acabam liberando cordialmente o banheiro para uso.

Um passeio turístico, para ser chamado de totalmente inclusivo, também é preciso pensar em outros tipos de deficiência e diversidades, como por exemplo pessoas com deficiência visual, auditiva e intelectual. Mas para fazer um artigo mais abrangente, ele ficaria enorme, maior do que já está. Então deixo isso para abordar em outro artigo, ou caso você tenha interesse em aprender, comente abaixo para saber mais sobre os workshops e treinamentos.

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Acessibilidade e inclusão

Reposted from @oqueteassombra Nossa foto de porta retrato da caminhada “Reconheça o que te Assombra” sem é na Capela dos Aflitos, com nossas amigas e amigos da @aflitos.unamca . Muito obrigado a vocês que dedicaram a manhã do sábado a nossas histórias. 🙏🏽💀👻🖤 ...

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¡La discapacidad no tiene edad! Existe la idea errónea de que solo las personas mayores necesitan apoyo de movilidad. Pero hoy en día hay muchos jóvenes usando bastones, andadores o sillas de ruedas. La mayoría de las veces se debe a una enfermedad que puede afectar a personas de todas las edades.
Ardra, Lisa y Kelly son tres mujeres jóvenes notables que bloguean sobre su vida con una enfermedad crónica como la esclerosis múltiple (EM), el Síndrome de Ehlers Danlos (EDS) y la Ataxia de Friedreich (FA). Comparten momentos difíciles pero también hermosos, lo que dicen las personas y cómo reaccionan ante su discapacidad o lo que los mantiene en marcha, tanto en sentido figurado como literal. ¡Las ganas de vivir es su motivación... por dura que a veces sea la situación!
Como hay cosas que para ellas son más complicadas de hacer, compartir sus experiencias las ofrece una salida de escape. ¡Y las tres pueden escribir! Conócelas y lee sus comentarios sobre como Rollz Motion les ayuda a conseguir sus objetivos personales. ¡Toda una lección de superación personal! https://rollzing.com/la-discapacidad-no-tiene-edad/ #esclerosiseme #accesibilidaduniversal #enfermedadesneurológicas #enfermedadesneuromusculares #esclerosismultiple #esclerosismúltiple #esclerosislateralamiotrofica #unadecadamil #ictus #fibromialgia #distrofiamuscular #miasteniagravis #ms #artritisreumatoide #parkinson #ehlersdanlossyndrome #espinabifida #encefalomielitismialgica #ataxiadefriedreich #fisioterapiadeportiva #rehabilitacion #movilidadreducida #turismoinclusivo #viajarconsilladeruedas #turismoadaptado #turismoaccesible #rollz #rollzmotion
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Como você se saiu no desafio de hoje?

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Sob o comando do presidente jairmessiasbolsonaro, o Governo Federal publicou ontem, dia 04, o Decreto 11.063/22, que regulamenta a Lei 14.287, para estabelecer os critérios e os requisitos para a compra de veículos por pessoas surdas e com deficiência.

Parabenizo, em conjunto, o secretário Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, claudiopanoeiro, pelo excelente trabalho realizado.

O limite para a compra passou de R$70.000,00 para R$200.000,00.

Parabéns, presidente, por mais uma vez comprovar o seu compromisso com a acessibilidade e inclusão de todos os brasileiros.

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Valeu João Vitor, esse sorrisão 😃 diz tudo. Sua G2 ♿️da smartcadeiraderodas ficou lindona 💙 👊💥

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#paratodosverem O João Vitor está sentado em sua cadeira de rodas novas, uma G2 da Smart. A cadeira de rodas é branca com garfos dianteiros azuis. Ele está de moletom escuros, calça jeans e tênis. Ele usa óculos e tem os cabelos escuros e curtos também. O sorriso do João se destaca na foto! Ele está na nossa loja da Mobility, ao fundo temos uma parede amarela e uma cadeira em cima de um púlpito com luz azul, clareando o chão. E uma porta branca, estilo colonial com vidros.
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