Acessibilidade nas plataformas. 3 dicas valiosas.

Man climbs CN Tower steps in wheelchair

Escrito por Ricardo Shimosakai

29 de março de 2023

Acessibilidade nas plataformas. Anderson Ferreira convidou Ricardo Shimosakai para uma live, para falar sobre acessibilidade, do ponto de vista funcional, a forma como as pessoas com deficiência vivenciam as soluções de dificuldades na prática, no cotidiano ou em situações específicas. Como Ricardo Shimosakai é bastante ativo, em visitar lugares e passar por experiências, no Brasil e exterior, além de ter um relacionamento ativo e direto com inúmeras pessoas com diversos tipos de deficiência, seus relatos são bastante ricos.

Anderson Ferreira é Engenheiro pela PUC Minas (Pontifícia Universidade Católica), tem MBA em Gestão de Projetos de Engenharia e Inovação pela USP (Universidade de São Paulo), Mestrado em Engenharia Mecânica, área de projeto e sistemas pela UFMG (Univesidade Federal de Minas Gerais). Diretor de projetos da IESAB Engenharia de Elevação e Professor de gerenciamento de projetos na PUC Minas.

Ricardo Shimosakai é um profissional especialista em acessibilidade, inclusão e turismo. Bacharel em Turismo pela Universidade Anhembi Morumbi/ Laureate International Universities, Pós-Graduado em Educação 4.0 pela Faculdade Descomplica, trabalha desde 2004 na área. Membro do Instituto Iberoamericano de Turismo Accesible, SATH e ENAT, organizações internacionais de turismo acessível. Consultor, palestrante internacional e docente em cursos de Graduação, Pós-graduação e MBA. Criou a Turismo Adaptado e organizou didaticamente o conceito de Acessibilidade Funcional, onde ensina em seus cursos e treinamentos.

Ricardo contou sua história, como adquiriu sua deficiência e o processo de reabilitação até passar a ser um empresário de sucesso. Comentou sobre seu perfil bastante crítico, por ser uma pessoa bastante experiente no mercado da acessibilidade, e por isso enxerga falhas e defeitos em produtos e serviços onde outra pessoa com deficiência já havia elogiado, mas por ter um nível crítico baixo, devido ter pouca vivência e conhecer poucas oportunidades.

 

Complementando a acessibilidade nas plataformas

Em resposta à uma pergunta de Anderson, comentou que a acessibilidade ainda é pouco aplicada, e mesmo aqueles que aplicam, às vezes são incompletos, que um bom local adequado vai além da acessibilidade nas plataformas, e por isso muitos não dão um bom resultado.

Vários lugares que colocam a acessibilidade arquitetônica, tecnologias assistivas como plataformas, mas não deixam isso claro nos locais de informação, como no site da empresa, como hotéis, teatros, clube, entre outros. Se a acessibilidade não é informada, boa parte das pessoas com deficiência, que geralmente fazem uma pesquisa prévia sobre as condições do local, não se sentem seguras em visitar o local. Então não basta ter acessibilidade, é preciso informar e divulgar sobre ela.

Comentou que as empresas que enxergam a pessoa com deficiência como consumidora, e investem em um bom planejamento de acessibilidade e inclusão feita por profissionais experientes, tem resultados significativos. Um exemplo é o mercado automobilístico, onde podemos encontrar concessionárias de automóveis com rampas, acessibilidade nas plataformas e elevadores, banheiros adaptados e equipe de atendimento capacitada.

Sem contar nos despachantes especializados para dar entrada no processo de compra com isenção de impostos, autoescolas com carros adaptados para aulas e instrutores intérpretes de Libras para surdos, e oficinas para instalar adaptações necessárias para dirigir. Além disso, anunciam em meios de comunicação voltado ao público com deficiência, e são grandes expositores em feiras e eventos desse segmento, ou seja, todo um mercado preparado para esse público.

Critica a utilização das normas de acessibilidade como se fosse uma receita mágica, onde a partir do seu cumprimento, tudo está resolvido. Na prática não é assim, e para complementar e corrigir alguns pontos das normas e leis existentes, Ricardo Shimosakai desenvolveu um conceito chamado Acessibilidade Funcional, baseado na prática do usuário, algo parecido com o que programadores do setor de informática chamam de UX Design. Se isso for levado em conta, muitos erros de projetos de acessibilidade nas plataformas podem ser evitados.

Esse conceito é aplicado na consultoria de acessibilidade que Ricardo Shimosakai é contratado e também é ensinado nos treinamentos, cursos, aulas e palestras que ministra no Brasil e exterior. Já formou centenas de alunos, e cada vez mais tem tido reconhecimento de seu método, principalmente pelos próprios usuários, que é quem mais importa, como você pode conferir nos comentário feitos em seu perfil do Instagram, nos artigos do Blog e nos vídeos do YouTube.

 

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